Muitas pessoas perguntam porque existe a pirataria?
Eu tenho um conceito simples e rudimentar. Só existe um serviço alternativo porque o oficial não é bem feito ou não presta.
Assim pensando: se num casamento a mulher está sempre com dor de cabeça ou cansada ou “o homem não dá no couro”, abre-se uma oportunidade para a concorrência.
E assim vemos vários casos como:
- O transporte público na cidade de São Paulo, foi assolado por perueiros clandestinos, hoje (2009) legalizados.
- Serviços essenciais nos morros cariocas são feitos por traficantes, pois os do governo não atende corretamente à população.
- Planos de saúde particulares só existem porque a saúde “patrocinada” pelos orgãos governamentais é deficitária, demorada e burocrática (isto ocorre principalmente com a saúde preventiva).
Mas voltando ao tema proposto.
A pirataria existe essencialmente por culpa de três setores básicos.
A Industria Fonográfica
A Industrias Eletro Eletrônica
O Governo
A indústria eletro eletrônica produz um determinado tipo de equipamento e faz um comercial enorme em cima deste lançamento.
A industria fonográfica, por sua vez, e lança produtos para serem consumidos com estes novos equipamentos.
E como um quer ganhar mais que outro, os preços são extratosféricos, e sempre com a velha desculpa: “gastamos muito no desenvolvimento do produto”, “muito investimento na produção”, etc. e tal.
Por sua vez o governo cobra um absurdo em impostos e em cascata. Assim abre-se o mercado concorrente, pois o grande e enorme povão, que detém a grande minoria da pouca renda é induzido comercialmente a consumir.
É onde que surge a figura do prestador de serviços e fornecedor de produtos de caráter genérico.
Como costumo comentar, eu não uso nada que seja pirata, pois pirata lembra algo muito violento, bucaneiros, tapa-olho, rum, etc.Tudo aquilo que eu utilizo é de caráter genérico.
Então encontramos a dubialidade em certas coisas. Como que um determinado produto genérico faz a mesma coisa que o comercial, custa uma infima parcela do preço e ainda dá lucro?
É óbvio que todo mundo sai perdendo, pois é muito chato você estar assistindo um DVD genérico e uma cabeça levanta no meio da platéia, ou estar ouvindo um CD, também genérico, e ele acaba enroscando.
No meu curto e grosso modo de entender tem alguém fazendo coisa errada. Afinal nada é eterno, mas também não podemos querer sugar todo o sangue do paciente/consumidor de uma só vez. As industrias trabalham na contra-mão há muitos anos.
Algumas empresas conseguem enxergar um pouco mais além e abrem mão dos enormes lucros em função do grande volume de vendas.
A forma de massificação da informação mudou. Há cinco anos atrás gravar um CD era muito caro. Hoje, grava-se em casa. Há dez anos atrás a internet discada era para poucos; lembro-me que o primeiro serviço de banda larga custava a bagatela de dois salários mínimos da época. Hoje por apenas R$ 40,00 voc~e navega com ótima tranquilidade e velocidade.
As grandes empresas de comunicação de massa trabalham de forma arcaica e cara e estão fadadas a sucumbir. E se não houver mudanças drásticas por parte de todos os envolvidos vamos acabar tendo a pirataria quarterizada, isto é, se já não existe!
Senhores empresários, pensem com o bolso do consumidor. Todo mundo gosta do que é bom, bonito ,barato e está na moda; portanto se or comprar algo com “grife” em detrimento a uma marca genérica, vou comprar a “grife”, desde que o preço seja semelhante.
E porque um DVD deve custar R$ 60,00 em seu lançamento, quando dali a dois ou três meses estará custando R$ 50,00 e dali a uns seis meses R$ 20,00. Será que o catálogo perde tanto o preço assim?
Muita coisa precisa mudar. Hoje o próprio poder constituído faz com que o morador da periferia faça downloads de obras inteiras e ainda de graça, pois redes wire less estão sendo instaladas em vários pontos das cidades. É a pseudo inclusão digital. Hoje a visão distorcida do que seja a inclusão digital pode tornar qualquer um de nós em Capitão Gancho.
Todos nós já somos incluídos digitalmente: telefone celular, bancos, casas lotéricas, etc; basta sermos incluídos economicamente.
Tem que haver uma reestruturação na forma de pensar, principalmente nas indústrias de um modo geral, na agiotagem oficial e no governo (na forma de taxar e sobre taxar produtos e serviços).
Menor lucro = maior vendagem = maior produção = maior arrecadação de impostos e assim por diante.